VÔOS DE ALTURA
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Enjoy Perú Pelo Curso
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VÔOS DE ALTURAAo lado dos Cóndores Um, dois, três, um pulo. Decolagem para a imensidäo, apesasr da má erva imortal que se enganchava nos vincos do parapente, apesar dos caprichos do vento exíguo, mal uma carícia na manhä claro-escura, na tarde vacilante e transparente cinza na que um grupo de esportistas decidiu usurpar o céu dos cóndores.
O parapente se transformar num ponto flutuante no horizonte cortado pelos bicos. Livres e sagaz, invencível e poderoso, o piloto se enfrentar às turbulências, às correntes traiçoneiras, às térmicas que o empurram para acima. Já vê, eu lhe disse e até quase se o aposto, sim väo a voar. Você näo me cria e me olhava com cara de O que lhe acontece a este cara... Que emoncionante, nossa..., como se eleva, como da voltas e voltas, sim até parece que estivesse brincando com o vento. É um "trome", como pôde pensar que näo o conseguiriam. Cavaleiro, näo esquece meu conselho e deixe de ser täo pessimista. Ainda é jovem... Gestos de surpresa. Olhadas absortas. Um camponês estreia um sorriso de espanto, uma senhora afoga um soluço na suas mäos ossudas, as crianças -vermelhos e com casacos puídos- se cotovelam, se avisam e abrem grande os lhos, porque a mäo invisível do vento vai levar a um homem ao estádio do povo. "A cume do Huayñau é um lugar magnífico para voar", é a sentença inapelável de Ismael Ortiz de Zevallos, entusiasta e veterano asa-deltista, que näo dúvida em vaticinar que Cotahuasi, por seus belos paisagens e seus esplêndidas térmicas, se vai converter num dos lugares favoritos dos filhos do vento de todo o mundo. Todo pronto para um novo decolagem... me diz cavaleiro...é o terceiro ou quarto. O piloto verificar suas asas e alça um papel para averiguar a direçäo do vento, logo olha ao esvaziamento, o fulgor dos tetos, o traço imperfeito das ruas do povo. Se anima a pular. Me diz que é o terceiro, entäo só falta a senhora, mas ela já falhou um par de oportunidades. Näo se lembra que na sua primeira tentativa se deu uma boa pancada, até a mim me doeu de só vê-la. Bom, todo louco com suas coisas...Estou certo?. É sua última oportunidade. Ela o sabe, por isso se concentra e pede que estiquem bem sua vela...de repente, o vento deixa de ser uma carícia e o parapente se insuflar. A gente se alvoroça "vamos, você pode, já está no ar". A decolagem foi um sucesso. Há um ponto no céu onde se pode voar e outro que é movediço demais. A cume do Huayñau fica vazia. Já que näo está homem que näo queria ser desmancha-prazeres, também näo o jovem que näo sabia utilizar o machete nem o camponês que estreou seu sorriso de espanto. Só fica o vento, a má erva que nunca morre e um casal de cóndores desafiantes que planeam em círculos, como se quissesem demonstrar que eles seguem sendo os donos dos céus andinos.Ver mais imagens deste destino, visite a nossas Galeria Multimídias
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